Hoje, 13 de maio, é celebrado o Dia do Automóvel, data criada em homenagem à inauguração da primeira estrada pavimentada do Brasil. A rodovia que liga a cidade do Rio de Janeiro a Petrópolis, com aproximadamente 66 quilômetros, foi inaugurada em 13 de maio de 1926. Por isso mesmo, nossa coluna que sempre é publicada nos dias 10, 20 e 30 está disponível nesta importante data.

Decreto de Getúlio Vargas, assinado em 1934, instituiu oficialmente a data como o “Dia Nacional do Automóvel”. E qual a razão da data 13 de maio? Há explicações divergentes.

A primeira versão seria uma homenagem a Bertha Benz, esposa de Karl Benz, um dos criadores do primeiro carro para venda do mundo, o Benz Patent-Motorwagen – ou Motorcar.

Existem relatos de que a alemã seria patrocinadora dos experimentos do marido com motores de dois tempos, o que após alguns anos levou à criação, em 1885, do veículo de três rodas à gasolina.

O automóvel, que chegava a 13 quilômetros por hora, é tido como o primeiro criado com intenção de venda, mas quem iria acreditar que ele era seguro, em uma época onde “coisas que se mexem sozinhas” eram consideradas estranhas?

Para provar que o Motorwagen era confiável, Bertha o usou para a primeira viagem de longa distância a bordo de um automotor, em 1888. E não foi sozinha, levou seus filhos Eugen e Richard, de 13 e 15 anos, junto.

De Mannheim, onde Benz tinha sua oficina de motores, até Pforzheim, cidade natal da corajosa mãe, foram três dias e 194 quilômetros.

O Linogrin – nome da época para a gasolina – que abastecia o tanque de 4,5 litros foi comprado em uma farmácia no meio do caminho, uma vez que ainda não havia postos de combustível.

Os freios, feitos de couro, foram substituídos por material novo, que a alemã encomendou numa mercearia local, e o carburador foi a própria Bertha que limpou, com um alfinete de seu chapéu.

A rota percorrida pelo exemplar número 3 do Motorwagen é um patrimônio histórico da humanidade desde 2008, e a história do passeio é descrita pela ONG Berta Benz Memorial Route.

Apesar de tantos detalhes sobre a viagem, as datas exatas de partida e chegada se perderam com o tempo, sabendo-se hoje, apenas, que o mês da aventura foi agosto – ou seja, não faria sentido ser este o motivo de celebração do Dia do Automóvel em 13 de maio.

O primeiro carro de passeio brasileiro

Outra versão para a escolha de 13 de maio como o Dia do Automóvel é de que a data comemoraria a produção do Belcar, tido como o primeiro carro de passeio brasileiro – anteriormente, apenas utilitários como DKW Universal, Jeep Willys e Kombi haviam sido fabricados no país.

O modelo da Vemag – Veículos e Máquinas Agrícolas S.A. teria motor 1.0 de dois tempos com bloco da também verde-amarela Sofunge. A unidade número um do automóvel teria saído da linha de produção em 1958, ou seja, 24 anos depois do decreto de Getúlio Vargas.

O Romi-Isetta foi o primeiro carro produzido em série no Brasil, nasceu em 1956, em Santa Bárbara D’Oeste/SP.

O carro de três rodas marcou gerações. O Romi-Isetta transportava dois adultos e uma criança, tinha uma única porta, localizada na frente. Sua velocidade máxima chegava a 80 km/h e o consumo era de 25 km/L. Foram fabricadas três mil unidades entre os anos de 1956 e 1961.

Com o passar dos anos os carros evoluíram muito, tornaram-se acessíveis à maioria das pessoas, fazem parte do dia a dia do brasileiro e lotam ruas, avenidas e estradas do país.

A década de 90 foi marcante para a indústria automobilística por vários motivos, um dos principais foi a globalização, somada a abertura do mercado às importações e a chegada de novas montadoras.

Os consumidores ganharam e puderam optar entre diversos modelos: compactos cheio de estilo, novas e vibrantes cores e o popular ganha acessórios e algum luxo. Agora, em pleno século XXI, a interatividade domina a linha de montagem.

Mecânica Online

Lubrificantes – Kia Corporation e Total Lubrifiants (sim, está escrito corretamente!) renovaram sua parceria pelo período de 5 anos. A Total Lubrifiants continua a ser o parceiro recomendado pela Kia Corporation para vendas de lubrificantes nas redes de concessionárias até março de 2026.

Multas – Muitos serviços foram paralisados por conta da pandemia, como por exemplo, a notificação das infrações de trânsito. Porém, isso não significa que as punições não foram válidas. Desde dezembro do ano passado, o Conselho Nacional de Trânsito autorizou o retorno dos envios de multas na pandemia, e de lá para cá, motoristas de todo o Brasil passaram a receber notificações de infrações cometidas durante as fases mais restritivas no país.

Arrefecimento – Desenvolvido para auxiliar na refrigeração do motor, o aditivo de arrefecimento desempenha também papel importante na lubrificação do sistema de arrefecimento do veículo e, por isso, é preciso tomar alguns cuidados na hora da compra e uso. Composto de monoetilenoglicol e outros componentes que servem de proteção para o sistema de arrefecimento, os aditivos tem como principais funções a antifervura, o anticongelamento e a proteção contra corrosão.

* Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet, uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes. A Coluna Mecânica Online® aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º e 13º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Visite: www.mecanicaonline.com.br e www.cursosmecanicaonline.com.br

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