Nova pistas podem entrar no calendário deste ano enquanto a F-1 segue trabalhando nas datas de 2021 onde a inclusão do GP do Brasil ainda é dúvida.

Fórmula 1 volta à ativa com a disputa do GP da Bélgica nas colinas das Ardenhas. Foto: Racing Point.

Após um fim de semana livre a F-1 volta às atividades de pista com a disputa do GP da Bélgica, domingo, em Spa-Francorchamps, um dos últimos circuitos clássicos ainda visitados pela categoria. A etapa do fim de semana marca a terceira rodada de três corridas seguidas que caracteriza a atual temporada: em seguida à prova nas Ardenhas acontecem os GPs da Itália, em Monza, e o da Toscana, em Mugello, quando a Ferrari celebrará sua milésima largada. O calendário prossegue com as etapas em Sochi (Rússia, 27/), Nürburgring (11/10), Portimão (Portugal, 25/10), e Ímola (Emilia-Romagna, 1/11).

Felipe Massa venceu três anos consecutivos o GP da Turquia, em 2006, 2007 e 2008. Foto: Ferrari.

Diante desse cronograma de 13 largadas ainda ficam faltando duas corridas para que se confirme a proposta anunciada pela Liberty Media no auge da pandemia na Europa e que, segundo seu CEO Chase Carey, “teremos entre 15 e 18 provas este ano.” Com duas provas em Abu Dhabi em seguida a um possível GP em Dubai o objetivo estaria garantido. Nos últimos dias voltou-se a falar em uma prova na Turquia, no autódromo de Istambul, palco de vitórias de Felipe Massa em 2006/7/8 e atualmente usado parcialmente como um centro comercial para automóveis, motos e equipamentos esportivos. Jerez de la Frontera, na Espanha, é outra possibilidade para engordar o tour 2020 da F-1.

Autódromo de Istambul atualmente é usado como auto-shopping. Foto: Intercity Istambul Park.

Paralelamente, o possível calendário de 2021 deverá anunciado em outubro e, a princípio teria 21 etapas, sendo que o Brasil segue fora dessa lista. Cá entre a Liberty Media tem a necessidade de se acertar com algum promotor nacional – a participação de Tamas Rohony nesse novo acordo não agrada à Liberty Media – e a renovação ou não dos direitos de transmissão de tevê com a Globo. Este último detalhe é o mais fácil de resolver: a detentora dos direitos comerciais da F-1 poderia incluir o mercado brasileiro entre aqueles que recebem o pacote completo do seu serviço de streaming e até mesmo negociar alguma parceria com redes de TV aberta rivais, algo menos provável em função dos investimentos necessários para oferecer um produto ao nível que Carey considera satisfatório.

Permanência do GP do Brasil no calendário da F-1 ainda é sujeita a chuvas e trovoadas. Foto: Mercedes.

O outro GP em situação incerta é o da Espanha: as autoridades catalãs demonstram interesse reduzido em seguir investindo os mesmos valores para manter a prova em Barcelona. A sequência provável de eventos para 2021 aponta a Austrália abrindo a temporada, vindo a seguir Bahrain, Vietnam, China, Países Baixos, Mônaco, Azerbaijão, Áustria, Canadá, França, Inglaterra, Hungria, Bélgica, Itália, Cingapura, Rússia, Japão, Estados Unidos, México e Abu Dhabi.

Autoridades da Catalunha ainda discutem o sobre o investimento para manter GP. Foto: Red Bull.

* Wagner Gonzalez é jornalista especializado em automobilismo de competição, acompanhou mais de 350 grandes prêmios de F-1 em quase duas décadas vivendo na Europa. Lá, trabalhou para a BBC World Service, O Estado de S. Paulo, Sport Nippon, Telefe TV, Zero Hora, além de ter atuado na Comissão de Imprensa da FIA. Atualmente é diretor de redação do site Motores Clássicos. Siga o Beegola pelo Instagram.

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