Pesquisa realizada pela KPMG aponta que 72% dos líderes de mercados industriais disseram que as fraudes nas empresas que eles comandam foram identificadas por meio de denúncias anônimas. Praticamente todos os executivos (99%) contam com um canal estruturado para identificação de fraudes, mas, apesar disso, 30% afirmaram não possuir uma metodologia adequada para apuração dos casos. Estas são as principais conclusões do recorte setorial feito a partir da pesquisa “Perfil do Fraudador Brasileiro” realizada pela KPMG com dados exclusivamente nacionais.

O levantamento contou com a participação de 120 líderes de empresas de diversos setores, sendo que 18% dos respondentes pertencem ao setores automotivo e indústria de manufatura.

Segundo a publicação, as áreas de manutenção e logística registraram maior índice de ação dos fraudadores por contarem com grande volume de contratações de fornecedores, prestadores de serviços e demais parceiros externos. O texto destaca que a facilidade em realizar acordos com valores superfaturados ou sem comprovação dos trabalhos executados é a grande oportunidade identificada pelos fraudadores justamente pela pequena possibilidade de evidência sobre os atos praticados.

“Quanto mais tempo de casa, e mais conhecimento das etapas dos processos internos, maior é a sensação de segurança daqueles que cometem fraudes. Observa-se, porém, uma maturidade cada vez maior nas empresas que conseguem promover mecanismos de apuração e combate a desvios de conduta, focando em boas práticas e metodologias mais adequadas”, ressalta o sócio-líder de mercados industriais da KPMG no Brasil, Luiz Sávio.

“Perfil do Fraudador Brasileiro”

A primeira edição do relatório da KPMG que traça o perfil dos fraudadores especificamente com dados levantados no Brasil indicou que 80% dos golpes foram realizados por profissionais do gênero masculino, com maior incidência em cargos entre coordenação e gerência (60%) e com idade média entre 26 e 45 anos (73%). Com relação ao tempo de empresa, 45% dos casos envolviam colaboradores que trabalhavam na organização de um a quatro anos na época da fraude e outros 34% já contavam com mais de seis anos de firma.

De acordo com a pesquisa, 81% das companhias ouvidas pela KPMG indicaram ter realizado até 150 investigações no período entre janeiro do ano passado e junho deste ano. Além disso, 78% das empresas contam com até cinco profissionais dedicados exclusivamente ao combate de malfeitos do tipo e 74% disseram possuir uma metodologia documentada para a apuração dos casos. Ainda segundo o levantamento, a maioria (89%) das organizações respondentes possui um canal de denúncias para captação e gestão de fraudes, sob responsabilidade das áreas de compliance e auditoria (88%) — setores, aliás, que têm sido as maiores fontes de identificação destes crimes.

“Nos últimos anos, as empresas brasileiras realizaram investimentos relevantes em mecanismos de compliance focados no combate à corrupção e em outros desvios de conduta, ao passo que as constantes mudanças regulatórias e inovações em modelos de negócios trouxeram novos alertas e sinalizações de fraudes corporativas mais elaboradas, desafiando a habilidade dos investigadores”, destaca a sócia de investigações forenses e compliance da KPMG no Brasil, Carolina Paulino.

> A publicação completa está disponível neste link.

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KPMG
Ricardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicação (RV&A)

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