Do tradicional “Feliz Ano Novo!” até o “Grito de Carnaval”, tudo parecia normal, no “país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza…” Mas um silêncio de profunda incerteza e insegurança tomou conta do ano em que o mundo parou.

Ficamos aflitos quando, no dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2), até então sem cura e sem vacina.

A partir da constatação dessa dura realidade, tivemos que nos adaptar aos novos hábitos cotidianos. Surgiram acessórios de proteção e uso obrigatório como máscara e álcool em gel, além de mais rigor e frequência na higienização das mãos.

As Igrejas e escolas, os cinemas e estádios de futebol foram fechados, e depois, reabertos com limitação de público, para evitar a aglomeração de pessoas e mais contaminações. Estabeleceu-se o “novo normal”.

Começaram a fazer parte do nosso vocabulário expressões como “distanciamento social” e “isolamento social”, além do imperativo: “fique em casa”, que nos remete à empatia e resiliência. Empatia significa capacidade de sentir o que a outra pessoa sente e se colocar no lugar dela; resiliência vem do latim: Resilire, que significa “voltar atrás”, capacidade de fazer uma revisão de vida e lidar com os próprios problemas, para sobreviver e superar momentos difíceis.

O trabalho em casa (home office), que já era uma tendência por conta das novas tecnologias de automação de escritórios, tornou-se uma solução segura para muitas profissões e, em muitos casos, até garantia do emprego.

Na tentativa de evitar a transmissão do vírus, principalmente para pessoas idosas ou com doenças crônicas – “grupo de risco” –, até as tradicionais reuniões familiares sofreram restrições. E a convivência passou a ser por meio das chamadas de vídeo, salas de bate-papo e das lives nas redes sociais e aplicativos. “Santa Invenção!”

Com um olhar minimamente otimista, podemos perceber as conquistas desse novo tempo: Adotamos novos hábitos comportamentais, de higiene e prevenção, para conter esse e outros surtos causados por vírus. Inclusive, estudos em diversos países mostram que as medidas tomadas contra a covid-19 tornaram outras doenças respiratórias virais menos frequentes e menos letais. Há mais colaboração entre pessoas, equipes e instituições, visando à superação da gravíssima crise sanitária e socioeconômica mundial.

A comunidade científica está compartilhando suas melhores ferramentas a serviço da investigação sobre as alterações genéticas desse vírus, desde que a China relatou a existência do novo coronavírus à OMS, no final de dezembro de 2019. Foram desenvolvidas técnicas e testes para o diagnóstico da doença e iniciada a corrida por uma vacina, visando à imunidade coletiva. Pesquisadores têm se dedicado incansavelmente na busca por um tratamento eficaz, com foco no combate ao vírus e no fortalecimento do sistema imunológico.

A sociedade começou a entender que a solução vem da ciência e passou a ter interesse por pesquisas, com a colaboração de cientistas, que também têm se esforçado para se comunicar melhor.

Uma coisa é absolutamente certa: quando essa pandemia passar – com a vacina ou com a cura –, nos sentiremos bem-aventurados, agradecidos por esse aprendizado, um legado que nos tornou melhores, mais humanos, mais solidários e fraternos, para vivermos um novo tempo.

E, mesmo que haja prorrogação, podemos entregar “A Deus 2020” e desejar um Feliz Ano Novo!

* José Expedito da Silva é jornalista e apresentador do Jornal Café da Manhã, pela Rádio Canção Nova.

Fundação João Paulo II
Canção Nova
Assessoria de Imprensa

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